sexta-feira, 24 de outubro de 2014

JOTA-JOTI 2014


Apesar de ligeiramente atrasada, cheguei no dia 17 de Outubro à sede, onde encontrei a Tribo de Exploradores entretida a coser as insígnias do acampamento e apercebi-me de que o JOTA-JOTI 2014 tinha oficialmente começado.
Enquanto completávamos esta árdua tarefa, tentámos continuar com o planeamento das passagens, que se realizarão algures nos inícios do mês de Novembro. Escusado será dizer que progresso foi feito, mas não durou muito.
Começámos com as comunicações e o relógio marcava já muito para lá da meia-noite quando deixámos os computadores e nos mudámos para a rádio, montada na sala dos Juniores… Tribo de Escoteiros. Aí, com o Escoteiro-Chefe Nacional da AEP, José Araújo, usámos o JOTA para contactar com todo o mundo (aquele que ainda estava acordado, pelo menos). Um a um, os Lobitos, depois os Juniores e depois a TEx, foram saindo para se dedicarem aos sacos-cama. Por fim, às 05:30 do dia 18 de Outubro, adormeceram os últimos quatro sobreviventes.
No sábado, depois de três horas de sono, dividimos o nosso dia entre comunicações e o jogo do JOTA-JOTI.
Fomos divididos por patrulhas mistas e o objetivo era dar-lhes um nome, codificá-lo e inventar um grito que incluísse o nome codificado. Durante os restantes dias, deveríamos tentar adivinhar qual o código e o respetivo nome das outras patrulhas.
Ainda que com um grito que ficou um pouco aquém, a patrulha Pinguim foi a segunda de três patrulhas a ser desmascarada.
Jogámos jogos, comunicámos por JOTA e por JOTI e pintámos a tradicional tela.
O almoço veio de casa, mas o jantar esteve pela nossa conta: jardineira com salada de tomate. Descobri que descascar cenouras com uma faca sem serrilha às escuras não é boa ideia, que não posso levar a Torre Eiffel dentro da caixa de música para a ilha, mas posso levar uma RÉplica da Torre Eiffel, e que temperar salada é mais fácil do que se pensa.
O dia terminou com o Fogo de Conselho e uma sessão improvisada de karaoke, até que o sono se foi abatendo sobre uns, depois outros e depois outros. Desta vez, eu não fazia parte dos ‘sobreviventes’.
O Domingo, dia 19, distinguiu-se do sábado pelo facto de, pelas 15 horas, as limpezas à sede terem sido dadas por terminadas e todos termos ido para casa, onde tenho a certeza, tomámos um banho quente e dormimos até à hora do jantar.

O JOTA-JOTI é aquele acampamento que eu espero nunca faltar. Há algo de extraordinário em entrar em contacto com escoteiros (e até escuteiros) em fusos horários diferentes, sem JIDs, preconceitos ou medos. Venho deste acampamento com novas ideias e muitos emails, de que certamente irei fazer uso, e acredito convictamente que este foi um grande início para mais um ano de acampamentos.

Boa caça!

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