Pela força dos acontecimentos, aconteceu que não presenciei a primeira noite do acampamento. Assim, pelas 10 horas do dia 8 de fevereiro, juntei-me aos restantes seniores participantes na atividade. Encontrei-os no Parque do Bonito a tomar o pequeno-almoço e foi durante esse interlúdio que fiquei a saber como tinha decorrido a noite anterior: Depois de, em vão, terem tentado completar o abrigo para passar essa noite, a chuva torrencial levou a melhor e viram-se, então, obrigados a dormir na casa de banho.
Por fim, prontos e (eles) de meias encharcadas, pusemos mãos ao trabalho.
Com o solo feito em lama pelas intempéries, improvisamos um chão e retomamos a construção da estrutura existente. O dia é passado com a finalização do abrigo e com a conclusão da Missão Quase Impossível de colocar o oleado grande como proteção. A única interrupção desta tarefa foi o almoço (Rolo de Carne à Scout) e o jantar (Piza), este último à volta da fogueira, já pronta para o Fogo de Conselho.
Apesar da noite anterior e da ameaça do céu cinzento, a chuva apenas se fez sentir levemente durante um breve período de tempo. Pelo fim da tarde, eu própria, a Morgana e o Fábio virámos a nossa atenção para a assinatura de outra prova... desafio: a construção de uma latrina, que, até ao início do Fogo de Conselho, serviu de trono à Morgana, literalmente.
Sendo nós escoteiros do grupo 84, acabámos esse dia com um Fogo de Conselho. Findo este, não pude ficar durante mais tempo e deixei-os no Bonito, nos últimos - ou primeiros - momentos do dia.
Foi assim que completei mais um dia em campo. Foram momentos de aprendizagem e diversão, a maioria dos quais foram passados a contar e nomear os nós que já tínhamos utilizado, a comer laranjas e a motivar uma exausta Morgana para a construção de uma latrina. Apesar de não ter presenciado mais do que algumas horas deste acampamento de duas noites, penso que foi uma atividade produtiva e necessária, que não poderia ter sido ignorada.
Boa caça.

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