Com a chegada da madeira, pusemos mãos à obra, enquanto cada patrulha tentava construir a melhor árvore de Natal, tão boa à moda escoteira que seria a vencedora do concurso.
Essa tarefa foi apenas interrompida pelo almoço, trazido de casa, e, mais tarde, pelo festejo do aniversário de uma lobita.
Tivemos, ainda, um pequeno momento de travessura, quando os Touros decidiram vestir-se a rigor para filmarem uma cena do filme que seria a sua peça. Claro que se esqueceram das suas próprias roupas livres para serem "roubadas" por um grupo de Águias e elementos do Clã que se encontravam ali perto - sem uma só palavra, apenas um olhar comprometedor, começámos a correr na direção dos uniformes, sob os olhares espantados dos outros, pegámos nelas e voámos para o edifício, deixando-os num local alto. Não tivemos como não nos rirmos quando os Touros apareceram nos seus fatos - especialmente o Zé, com a sua peruca e vestido curto, correndo agarrado às bolas que usava ao peito.
Por fim, chegadas outras Águias, pudémos começar a praticar a nossa peça. Com apenas dois dias de existência, a nossa versão da Cup Song não poderia ter sido praticada mais vezes e, apesar disso, fizemos o que pudémos para que fosse o melhor possível. Por volta das sete, os familiares começaram a chegar e a aconchegar-se nas cadeiras em frente ao palco. Começa então a Ceia de Natal.
Seguiram-se as cerimónias, com a entrega de etapas e especialidades (recebi finalmente as especialidades de sobrevivência e comunicação) peças, canções, jogos e até um concurso, que consistia em dar um papel a cada membro da plateia, azul ou vermelha, que os identificava como pertencentes à respetiva equipa. Assim, ao longo da ceia os apresentadores foram fazendo questões de cultura geral aos escoteiros e questões sobre o escotismo aos familiares. Também ficámos a saber que a patrulha vencedora do concurso da árvore de Natal tinha sido a Patrulha Águia, depois de contados os votos do público.
Por fim, era tempo da Patrulha Águia subir ao palco, com uma pequena partida (um saco pelo chão, ficar sem o tacão, o metro uma seca e o tempo que não presta, e de repente, clic, um vestidinho chic) seguida da nossa versão escotista da Cup Song.
Foi durante o intervalo que atacámos os petiscos que os pais tinham trazido, que apenas arrumámos quando eram horas de ir embora.
Assim regressámos à sede, carregados com o material que tinhamos trazido durante o decorrer desse dia.
Antes de nos deitarmos, finalmente, nos nossos sacos de cama, alguns elementos da Tribo de Exploradores ainda tiveram tempo de nos esconder as botas, sendo que para as procurarmos tivemos que andar descalços pelo jardim, bem como usar cadeiras para chegar aos esconderijos.
Acabou então o primeiro dia do último acampamento de 2013.
Durante a manhã e depois do almoço (o que tinha sobrado do jantar do dia anterior) preparámo- -nos para a nossa visita ao Lar da Santa Casa da Misericórdia. Com algumas insígnias e jarreteiras fizemos um quadro, que tinha sido pintado e onde escrevemos uma pequena quadra com votos de um Feliz Natal escrita por nós.
Passámos a tarde de 8 de dezembro a alegrar os idosos no lar, regressando depois à sede para a última formatura.
Esta foi mais uma Ceia de Natal em que participei, bem como outro Natal em que conseguimos trazer muita alegria e muitos sorrisos que apenas a boa companhia pode proporcionar àqueles que deles necessitam.
Que muitos mais Natais como estes se sigam, e que eu esteja neste grande grupo de escoteiros para o ver.
Boa Caça e Feliz Natal.

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